Quantas meias estão aqui?

7 de abril de 2013

School makes me cry.

Não devo ser a única a senti-lo. Não é pelo facto de me levantar cedo e ter as horas de sono reduzidas, de estar fechada em quatro paredes a ouvir alguma coisa que daqui a 3, 4 meses não me vou lembrar nem precisar de tal. É pelo facto de tudo o que se faz lá parece, por vezes, não ter efeito. Faz com que me sinta insuficiente. Faz com que o meu esforço não valha a pena, o que influencia a minha relação com todos os que me rodeiam. Sinto-me cansada, o que faz com que não tenha paciência para nenhum dos meus amigos. Sinto-me frustrada, o que piora a relação com os meus pais, eles não compreendem como é ir para um local dar esforço para nada e ouvir coisas más de outros. Não percebem que é realmente difícil. A escola não me mete farta, mete-me triste mesmo.

10 de março de 2013

A verdade é que estou arrependida em certas formas. Mas também é verdade que os meus ciúmes não ajudam e cada vez mais estou a estragar o pouco que nos resta.

3 de março de 2013

Coliseu dos Recreios, 2013

Foi de loucos. superou todas as expetativas. 10 anos. Quem diria que fosses tão longe? Ninguém esperava isto, muito menos tu. No concerto, fizeste algo lindo, algo que nunca tinhas feito desta forma desde que me lembro: agradeceste-nos por toda a tua carreira, por teres chegado tão longe, disseste que sem nós era impossível. Acho que de tanto esforço que tu tens para connosco, nós nunca te conseguimos agradecer tudo o que a tua música vale para nós e como tem de certa forma um lugar na nossa vida. Nós nunca te chegámos a agradecer a alegria de um concerto. E para além do mais, nós nunca te chegámos a agradecer ao facto de seres a pessoa que és. A seres tão bom cantor, tão ligado a nós, tão normal mas tão fora do comum. Como tu próprio dizes, não seria possível sem os teus músicos  a eles, um grande obrigada! Obrigada ao Nuno pela presença dele em palco. Obrigada ao Ricardo por alegrar o palco e se meter sempre contigo para fazer traquinices. Obrigada ao Sérgio por fazer tão bom trabalho. Obrigada ao Paulo por te acompanhar para todo o lado com a música. Obrigada a todos eles por te suportarem imenso, por estarem contigo não só com a musica a ligar-vos.

“Quero dizer que venham ter connosco, que se aliem a nós nesta festa, vai ser uma noite absurda de uma energia que eu espero que contagie todas as pessoas que estão no Coliseu, e que se divirtam acima de tudo connosco e que possam ter uma noite em que se esqueçam um bocadinho de tudo, para durante aquelas horas poderem estar a viver outro tipo de experiência.”
Contagiou, foi lindo, só não tenhas dúvidas disso.
Por muitos textos que te escreva, nunca te vou conseguir agradecer tudo o que já fizeste. Obrigada, David.


11 de janeiro de 2013

Estás aí?

Parece que não. Eu gostava de me sentar e conseguir falar contigo, não ter vergonha de chorar à tua frente. Tu parece que não tens noção de como eu me fecho no quarto a chorar imenso, não sabes das minhas inseguranças, e muito menos, não medes o que dizes. És minha mãe, eu sei. Mas certos comentários, deitam-me abaixo, imenso.

2 de janeiro de 2013

"Quando tu sorris, faltam palavras até para os grandes poetas"

E hoje fazes 21 anos. Não me estou a habituar à ideia que cada vez estás mais velha, a cada dia que passa, mais próxima estás para mudar de casa, para eu também começar a crescer, para já não nos deitarmos no chão porque me estás a fazer cócegas, para já não ouvirmos músicas do David assim, bem alto, para as tuas prioridades mudarem, e afinal, a arrumação da tua coleção dos U2 já não ser a tua preocupação ou um trabalho de design já não ser prioridade porque o terias de entregar na terça feira da outra semana... Estás a crescer, e as tuas prioridades vão mudando. Eu já não vou fazer parte delas.  Mas enquanto fizer, é sinal que ainda "não estás tão crescida" quanto isso. Tu sempre quiseste saber de mim, sempre quiseste saber das minhas notas, sempre quiseste com que me sentisse confortável, fosse com o que fosse. Ambas sabemos que não estamos na mesma página, por muito que achemos que estamos. Eu não sei o que se passa contigo, nem tu sabes o que se passa comigo. Mas se calhar, quando crescermos, abriremos o nosso livro a cada uma e ficaremos na mesma página, então... O crescimento não é assim tão mau, pois não? Isto tudo. Mas não impede o facto de saber quando uma está mal. Tu conheces-me melhor que ninguém e para além disso, acreditas mais em mim do que eu própria o faço. E quando estou em baixo, sabes sempre dizer o que eu quero ouvir. E espero continuar a ter isso.
Sei lá, corre tudo tão rápido. Ainda me lembro de ontem chegares a casa e me pedires para te tirar fotos com uma blusa rosa choque, ou então uma blusa preta com uma bandolete às bolinhas. Ou quando nos levantávamos cedo para me maquilhares e me tirares fotos. Ainda me lembro de estarmos na cozinha, e a avó estar a dormir e tu quereres acordá-la, tocando bateria nas panelas. Lembro-me da primeira vez que a Mimi veio cá para casa, ou a Rita. Lembro-me de estar sempre a gozar contigo porque te tinhas enganado num passo quando foste dançar à televisão. Lembro-me da tua cara quando pus a minha guitarra elétrica no meu quarto. no quarto. Lembro-me de me dares uma t-shirt dos U2. Lembro-me de fazermos a árvore de Natal. Lembro-me de vermos a Sakura. Lembro-me quando entraste para a secundária.

Lembro-me de mais coisas do que tu imaginas. Lembro-me mais do que hoje aparento. Porque hoje eu sei que nem sou a mais querida, nem sou a irmã com os gostos musicais que tu queres (apesar de ainda ouvir alguns...), nem sou a irmã com as tuas séries favoritas (Doctor Who... Só por acaso), não sou aquela irmã que consegue abrir a conversa para desabafares comigo, não sou a irmã pensa primeiro em ti e depois em mim, não sou a irmã que cala e não responde, não sou a irmã mais sossegada. É ao invés de tudo isso. Eu não sou querida, não tenho os teus gostos musicais nem as tuas séries favoritas, nem um pouco (está bem, talvez um pouquinho), não consigo abrir um diálogo de conforto contigo (embora eu queira, embora eu esteja aqui para isso), eu sou egoísta e às vezes penso primeiro em mim, eu sou capaz de te falar torto, eu não sou sossegada, eu faço palhaçadas, eu consigo rir-me com o volume mirabolante que pode chamar a atenção de toda a gente que esteja à volta. Mas tal como eu te aceito com todos os teus defeitos, que não são assim tão diferentes dos meus, tu aceitas-me com os meus e és um grande pilar para mim. Eu até tento melhorar em certos aspetos, até tento focar-me. Tento. Mas acho que não vale a pena, porque se fosse para desistir, já o farias ao tempo.
Não vamos esconder o passado, porque já passámos por muito, e acho que isso nos aproximou (ou estarei errada?). Não me importa se tenhas 21 anos, eu vou continuar a competir contigo para ver quem mais força tem embora, embora eu saiba que me ganhas, vou me atirar para cima de ti, vou-te fazer ouvir músicas que não gostas, vou gozar contigo quando disseres algo de errado, vou estar em Peniche a ouvir os meus colegas perguntarem-me "Porque é que só gostas de homens mais velhos?" e responder "Sei lá, pergunta à minha irmã. Herdei isso dela. Ela também só gosta de homens mais velhos!" (não sabias disto, mas passas a saber)... Sabes, eu vou estar aqui para te fazer a cabeça em água. E quem sabe, vou estar aqui para te fazer esperar mais 2 horas numa fila para comprar bilhetes para os 1D.


Parabéns!




21 de dezembro de 2012

Olá, pai

Sabes, eu andava a precisar de ti assim. No outro dia disse-lhe que estou a gostar de te ver assim, sempre com um sorriso na cara, com um riso sempre por soltar, com uma preocupação com nexo, com conversas sérias e com senso. Tudo ao invés de como era antes. Tudo melhor. Agora, ando a passar muito mais tempo contigo, ando a gostar mais de estar ao teu lado. Agora consigo estar mais à vontade contigo. Ela disse-me que estavas mais calmo e tudo. E é isso que tu tens de ter em conta. Não podes dar ouvidos àqueles que ainda te apontam o dedo devido ao teu passado. Porque eu sei que tu mesmo assim, ouves e ficas triste, eu conheço-te. E isso também veio ao assunto. Tens que te impor, tens que dar uma chapada sem mão a essas pessoas. Porque não era qualquer um que passava por cima de um obstáculo como o que se atravessou no teu caminho. Quem te aponta o dedo não são pessoas que te querem bem, com certeza. Portanto continua a andar, porque tu ainda vais estar melhor do que estás agora, eu sei que sim. Hoje fomos almoçar fora. Mas eu de manhã nem queria ir. Mas pensei em ti. Tu fazes-me as vontades todas, e o que eu menos quero, é ver-te triste, então fui. E diz-me, não foi divertido?


8 de dezembro de 2012

Para ti, David Fonseca.

Sabes, já não é a primeira vez que penso nisto. Já não é a primeira vez que vejo vídeos teus e desato a chorar. Não é pelo que a letra diz, porque é difícil saber para quem ou sobre o que escreves, és fechado contigo próprio. É pelo facto de te perder. Sei lá, acho irreal. Vai haver uma fase da minha vida, em que vou olhar para o que tenho teu. Vou tirar as fotos da parede e depois a fita cola que está por de trás. Vou arranjar uma caixa de cartão grande para caber tudo lá dentro. Essa caixa vai estar no sótão ou assim num sítio esquecido. Penso naquele dia em que estarei a fazer o meu dia a dia, e a notícia que paraste de fazer música me chegue. Creio que aí, serei adulta. Creio que aí, já terei se calhar o meu emprego. Creio que aí, os concertos, os choros de fã, os gritos, a compra de revistas e de cds pare. A notícia de que morreste, vai-me chegar. Eu vou-me lembrar de tudo. Vou-me lembrar do dia em que estava no metro e que te vi ali, de head phones postos, a vaguear nos teus pensamentos e eu fui lá falar contigo só para te pedir um abraço, mal eu sabia que ia cair num choro sem saber a razão. Vou-me lembrar do primeiro concerto. Das horas de espera que fiquei à porta do teatro e depois te vi à minha frente na rua. Vou-me lembrar do segundo, terceiro, e todos. Vou-me lembrar da felicidade que tinha cada vez que adquiria um cd teu. Do brilho dos meus olhos e do orgulho que me preenchia o coração quando via algo teu em algum lugar. Vou-me lembrar das vezes que as pessoas me diziam que se tinham lembrado de mim quando viam algo relacionado contigo. Vou-me lembrar das vezes que me deitava mais tarde para ver um concerto teu na televisão ou para ver algo em que tivesses envolvido. Vou-me lembrar das tardes que passava a ouvir a música do RIR porque tu cantavas 2 versos a solo. Vão-me passar anos pela cabeça, anos de fã, em segundos. Enquanto isso, vou estar a chorar. O teu nome já não se vai ouvir, ou quando se ouvir, vai ser para recordar quem eras.
Ultimamente, toda a gente me diz que ando distante de ti. Só quero que elas percebam o quão erradas estão. Só quero que percebam que continuo a ter orgulho em ti, que te vejo como um exemplo. E que isso vai ser para sempre. Tal como a minha mãe diz "Isso de fã é passageiro". Eu sei que o que ela pretende dizer, é que os efeitos de fã, são. Se calhar, até são. Mas quando se encontra um ídolo a sério, o amor é para sempre. Quando essa tal notícia me chegar, vou chorar imenso, mais do que estou a chorar agora só de pensar nisso. 


Sei que várias pessoas acham isto exagero, mas não o fariam se tivessem o que tenho dentro de mim. I love you.

"Fold me in half, take me with you
Take me away from the rest of the world
The rest of the world, they can't see
There is a light pouring down over you and over me
"

6 de dezembro de 2012

I'll make you proud

Estava aqui a estudar, a olhar para definições, mas algo se passa na minha cabeça. Agora estás a trabalhar, mas quase a sair. O que se passa na minha cabeça? Imensa coisa. Ultimamente tenho visto que não te tenho feito a mãe mais orgulhosa de sempre. Sei que tenho falhado como dever de filha. Sei que tenho chegado a casa triste, sei que andas preocupada. Mas eu estou triste, porque sei que tu estás preocupada. É uma espécie de ciclo. Eu quero que estejas orgulhosa de mim, pelo que sou e pelo que faço. Mas parece que é mais difícil do que eu esperava. Parece que não são só palavras. Desculpa... Desculpa todas as vezes que eu digo "não se passa nada" com um sorriso forçado, ou sem nada nos lábios, quando me perguntas o que se passa. Desculpa todas as vezes que sou um peso para ti. Desculpa todas as vezes que tens de aguentar comigo. Desculpa até das vezes que não trago notícias para casa. Acho que o facto de não querer ser um peso para ti, está a fazer com que me afaste. Se calhar, não sei separar as coisas. Mas um dia, eu farei-te muito orgulhosa, eu prometo.

24 de novembro de 2012

ela acabou de me atirar à cara que não consigo seguir os meus conselhos. que estava sempre a dizer-lhe para não chorar e para se manter forte, enquanto eu não o conseguia. se eu estou cá para lhe dizer isso, é porque tenho de o ser. mas quando há momento de fraqueza, leva-se tudo atrás.

20 de novembro de 2012

hoje comentaram sobre o meu aspeto. comentaram sobre o meu peso. eu sei que não sou a mais bem parecida, eu sei. mas vocês não sabem como eu sofro com isso.